Recentes medidas do governo são positivas? É o que indica analista

17/09/2015 08:02

De acordo com o analista, Mauro Leos, da Moody’s (agência de classificação de risco), o pacote de corte de gastos e aumento de receitas anunciado no último dia 14/09 pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, é “positivo”. As medidas têm impacto total de R$ 64,9 bilhões, e boa parte delas depende de aprovação do Congresso Nacional.

“A Moody’s acredita que o plano do Brasil, de adotar medidas estruturais de rigidez do Orçamento, é um desenvolvimento positivo. Afrouxar essa rigidez do lado dos gastos é crítico para a estabilidade da dívida, condição necessária para que o Brasil preserve o rating Baa3 com perspectiva estável”, afirmou Mauro Leos, analista sênior da agência.

Referida agência de classificação de risco, no começo de agosto, comunicou o rebaixamento da nota de crédito do Brasil de Baa2 para Baa3, com perspectiva estável. Com a alteração, o país manteve o grau de investimento, concedido a países considerados bons pagadores, no entanto, ficou a um degrau de ser rebaixado para uma economia com grau especulativo.

Já uma outra agência, a Fitch, manteve a nota brasileira em abril, porém, revisou a perspectiva para negativa. E a Standard&Poor’s tirou o selo de bom pagador do país.

Dessa forma, o governo anunciou o pacote de medidas de corte de gastos e elevação de receitas depois do rebaixamento pela S&P. A meta é tentar fazer superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016 para recuperar a credibilidade junto aos investidores internacionais.

Segundo Leos, as medidas apontam “compromisso” do Brasil com a meta de 0,7%. “O objetivo desse novo pacote é manter a sustentabilidade fiscal, à luz de indicações de que o governo não será capaz de entregar um superávit primário em 2016. É uma tentativa do governo de demonstrar que está no controle e proativamente abordando a situação fiscal. O anúncio confirma o compromisso do Brasil de atingir um superávit primário de 0,7% do PIB em 2016”.

Ademais, o analista sênior afirmou também que, do ponto de vista da Moody’s, a proposta do governo é uma abordagem “mais balanceada que as anteriores”. “Essa proposta se direciona ao aumento persistente dos gastos ao longo dos anos”. Mauro Leos complementou que, mesmo o plano sendo positivo, a Moody’s continua acreditando que a carga da dívida do país continuará a crescer nesse ano e em 2016.

 

FONTE: https://blogskill.com.br/recentes-medidas-do-governo-sao-positivas-e-o-que-indica-analista-mauro-leos-moody-agencia-classificacao-risco-corte-gastos-aumento-receitas-ministros-fazenda-joaquim-levy-planejamento-nelson-barbosa/