Inflação é maior para famílias de baixa renda

06/10/2015 07:45
A inflação acumulada para as famílias com até 2,5 salários mínimos de renda mensal é de 10,4% para o período de 12 meses. A taxa é superior à observada pelo Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda e acumula aumento de preços de 9,56% em 12 meses.
 
Só no mês de setembro, a inflação foi de 0,48%. 0,6% a mais do que o registrado em agosto. Seis das oito classes de despesa que compõem o índice apresentaram alta na taxa. Um dos principais responsáveis foi a alimentação, que passou de uma deflação (queda de preços) de 0,36% em agosto para uma inflação de 0,2% em setembro.
 
Os gastos com vestuário também passaram de uma deflação (com taxa de -0,26%), em agosto, para uma inflação (0,83%). A alta de preços com habitação avançou de 0,18% em agosto para 0,88% em setembro. A classe de despesas educação, leitura e recreação manteve a taxa de 0,34% nos dois meses, já a inflação de saúde e cuidados pessoais caiu de 0,59% para 0,39%.
 
As projeções de analistas para a inflação no Brasil em 2015 é que o cenário piore, de acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC). A expectativa é de que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fique em 9,53% em 2015, a terceira alta seguida. A previsão anterior era de 9,46%.
 
A estimativa fica muito acima do limite máximo da meta do governo. O objetivo é controlar a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos para mais ou menos (ou seja, variando de 2,5% a 6,5%).

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